TEMPO COMUM "Grande é a messe, poucos são os operários" Lc 10,2

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IAM

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O que é

É uma obra missionária da Igreja, que se propõe a anunciar às crianças e aos adolescentes cristãos de todo o mundo a obra redentora de Jesus, educando-as gradualmente na dimensão missionária universal, para que as mesmas desejem partilhar a sua fé, seus dons e seus bens materiais com outras crianças.

Objetivo Geral

Despertar nas crianças a consciência missionária universal e guiá-las a uma comunhão espiritual e material com as demais crianças.

 Ações Práticas

  • Aprofundar o compromisso missionário decorrente do batismo favorecendo as vocações missionárias;
  • Continuar a implantação da obra da infância missionária nas paróquias da diocese;
  • Promover encontros de formação para assessores e coordenadores;
  • Colaborar com os pais, educadores e catequistas no despertar da fé missionária universal nas crianças;
  • Ensinar as crianças a se relacionarem com Deus na oração e no serviço ao próximo, na diversidade de dons e culturas.

Trabalhos desenvolvidos no Regional

A criança é o grande tesouro que Deus confiou àhumanidade. Ela é ternura, amor, simplicidade, alegria e esperança. É gente que quer ser gente e ter um lugar ao sol: na família, com os amigos e amigas, nos jogos, na escola no trabalho, na Igreja e na sociedade. Ela é cidadã. Como Jesus, é capaz de crescer em idade, sabedoria e graça (Lc 2,52).

Em sua idade, ela já é capaz de ser responsável e de assumir compro­missos. Por isso também ela é missionária, capaz de anunciar o amor, de atrair, de ajudar os outros e de conquistar outras crianças para Jesus.

Jesus tinha uma predileção especial para com as crianças, e a expressa claramente em suas afirmações: “Deixai vir a mim as crianças; não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo, quem não acolhe o Reino de Deus como uma criança, nele não entrará” (Lc 18,16-17).

A Infância Missionária é esta “Escola de Jesus” que ensina as crianças a viver como Jesus viveu, a praticar o amor para com Deus e com os irmãos, e a serem já missionários em seu ambiente e com o coração aberto a toda humanidade.

HISTÓRIA
A Pontifícia Obra da Infância Missionária já possui uma boa caminhada em nível mundial. Foi fundada em 1843, por Dom Carlos Forbin Janson, Bispo de Nancy, França.
A motivação principal para a sua fundação foram as cartas e notícias que missionários, principalmente da China, escreviam ao bispo Dom Carlos, contando a realidade triste e dura das crianças dos países de missão: doenças, mortalidade, analfabetismo, abandono … Diante destes problemas, Dom Carlos Forbin Janson teve a ideia original de empenhar as próprias crianças da França na solução dos problemas dos colegas da China. Foi assim que, ajudado pela jovem Paulina Jericot, fundou a Obra da “Santa Infância”, chamada, mais tarde, de Infância Missionária. Esta Obra devia suscitar o espírito missionário universal nas crianças e adolescentes, desenvolvendo seu protagonismo na solidariedade.

O lema do fundador expressa claramente o espírito que caracteriza a Infância Missionária: “Ajudar as crianças por meio das crianças, ou crianças evangelizando e ajudando crianças”.

Trata-se realmente de um serviço em favor da animação e formação missionária das crianças, para que, desde já, cooperem na evangelização universal, sobretudo das crianças, repartindo os bens mate­riais.

A Obra Pontifícia da Infância Missionária conseguiu um grande desenvolvimento e expansão. Hoje se encontra em 110 países dos cinco continentes, e sua ação beneficia milhões de crianças.

No Brasil, a Infância Missionária chegou em 1858. Após um bom acolhimento, houve um período difícil, voltando a se reorganizar em 1955. O Encontro Latino-Americano da IM, realizado em Cali (Colômbia), em 1993, foi fundamental para reanimar a POIM (pontifícia Obra da Infância Missionária) no Brasil. Atualmente a IM se encontra orga­nizada na maioria das dioceses do país.

POR QUE A INFÂNCIA MISSIONÁRIA

Nas comunidades eclesiais sente-se a necessidade de algo novo e mais eficaz para a educação cristã e pastoral das crianças e dos adolescentes. Nesta idade, eles já precisam ser educados à pertença e ao engajamento responsável em suas comunidades.
É preocupante o fato de muitos adolescentes colocarem um ponto final em sua participação e compromisso com a Igreja, após receberem a Crisma. Diante disso, surge a pergunta: qual o motivo disso: a família? Os meios de comunicação? Falta de uma boa pedagogia catequética? O que mais?
Os motivos são muitos e nada fáceis de serem detectados, mas a IM pode ajudar a inverter essa tendência, pois sua pedagogia global visa formar crianças comprometidas, protagonistas, missionárias em suas comunidades, tendo sempre o olhar voltado para os vastos horizontes da missão além-fronteiras.

PROPOSTA / DESAFIO

Partindo dessas considerações, fazemos aos párocos, ao CPP e à própria coordenação de catequese, com a qual deve haver um perfeito entendimento, a seguinte proposta:
– Apresentar em todas as turmas da catequese a proposta de participar da Infância Missionária. Naturalmente, antes da apresentação, deve-se decidir da implantação da IM na paróquia, depois de uma adequada apresentação da mesma aos catequistas e às lideranças em geral.

– Esclarecer às crianças que a comunidade precisa de crianças corajosas e generosas; de crianças que amam de verdade a sua comunidade e que se preocupam com o anúncio da Boa Nova de Jesus a tantas crianças que ainda não o conhecem.
-Explicar também que as crianças da IM, além do dever de participar da catequese paroquial, terão que participar de outros encontros e atividades próprios da IM, para se tornarem verdadeiras missionárias de Jesus. Com isso, constatarão que, embora muitos queiram fazer parte da IM, ao longo da caminhada formativa, nem todos serão perseverantes e nem todos se comprometerão de verdade. Haverá, portanto, uma grande seleção. Com isso, o grupo ganhará em qualidade e, na própria catequese, as crianças da IM servirão de exemplo para as outras.

– Levar em consideração, na formação dos grupos, a faixa etária das crianças e dos adolescentes.