TEMPO COMUM Respondeu-lhes Jesus: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus". (MT 22,29)

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11/06/2015 Seguimento de Jesus e Vivência da Fé

“O seguimento de Jesus Cristo e a vivencia da fé não está na linha do ganho material, do acumular riquezas, mas sim, no sentido da vida, na busca da paz, esperança e vida para todos.”
dom juventino
Passados os dias intensos da celebração do nascimento de Jesus, da apresentação ao templo quando lhe deram o nome de Jesus, da adoração dos reis do oriente e do batismo de Jesus, a Igreja convida os cristãos para continuarem a caminhada de fé e de pertença à comunidade eclesial acolhendo no domingo de hoje “Jesus, o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do Mundo”.
Assim fala o Evangelho: “No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É este de quem eu disse: Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim. Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne conhecido em Israel. João havia declarado: Vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele. Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo. Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus” (Jo 1,29-34).
A expressão mais significativa do Evangelho é o testemunho de João. Testemunho baseado naquilo que viu, sentiu, experimentou: Jesus é filho de Deus, verdadeiramente é o Messias, o Salvador “Eu vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus”.
O testemunho não é uma opção ou uma circunstancia às vezes até de engrandecimento e aplausos. O testemunho se constitui como algo inerente à vida do cristão e mandamento de Senhor. Os bispos reunidos em Aparecida em 2006 escreveram um texto onde está assegurado: “O testemunho é fundamento para todos os setores da Igreja. Assim o bispo, como bom Pastor da Igreja numa diocese deve ser “testemunha de esperança” e da proximidade de Jesus. Isto vale para os padres, para os leigos e leigas. A vida de fé, de compromisso com a Igreja, de ética e justiça, testemunha que Deus preenche a vida de sentido e de alegria.
O Evangelho (Jo 1, 29-34) mostra o início da missão de Jesus. João Batista apresenta Jesus como: “O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Ele é o ungido do Senhor. Ele batizará no Espírito, na verdade. Ele é o Filho de Deus. Ele chama e envia em missão. Esta é a missão de todo cristão: preparar o caminho do Senhor e o encontro do homem com Deus, levantar o olhar e proclamar bem alto: “Eis Aquele que o teu coração está procurando, eis Aquele que veio para te amar e te salvar”. Ele é Jesus. Isto nós testemunhamos e anunciamos.
Há uma realidade crescente no coração das pessoas, na educação da família, no cotidiano da sociedade. Cada vez mais o coração humano está se esvaziado e se preenchendo com coisas. E Jesus vai ficando para segundo plano. Há os que dizem: “Mas o que ganho com a participação da missão na comunidade? Com a fé em Jesus, em ser católico praticante? Vejam o verbo que as pessoas pronunciam: O que “ganho”. O seguimento de Jesus Cristo e a vivencia da fé não está na linha do ganho material, do acumular riquezas, mas sim, no sentido da vida, na busca da paz, esperança e vida para todos.
A missão de João Batista havia se cumprido, pois ele preparou os corações para a chegada de Jesus. Agora Ele pode proclamar e dar testemunho do que viu durante, sentiu, experimentou e apontar para Jesus e dizer: “É ELE! Eis o FILHO DE DEUS!”

 

Que o Sagrado Coração de Jesus, patrono da Diocese, derrame abundantes graças e bênçãos sobre cada um de nós. Saúde aos doentes, alegria aos tristes, esperança aos desanimados.