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03/09/2018 “Política não apenas se discute como define os rumos de uma nação”, diz Marilza Schuina, presidente do CNLB

Contra o argumento de “que política não se discute”, a Marilza Lopes Schuina, presidente pela segunda vez consecutiva do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), uma associação de fiéis leigos e leigas católicos de direito público, que congrega e representa o laicato brasileiro na sua diversidade e riqueza de movimentos, pastorais e associações dos mais variados tipos, é categórica: “Se discute e se decide os rumos de uma nação”. Neste sentido, em conjunto com outros organismos da Igreja, o CNLB produziu o “Subsídio de Formação Eleições 2018”. Saiba, nesta entrevista, o que o CNLB, cujo objetivo é articular o laicato, em conselhos regionais, diocesanos e locais, tem feito neste Ano Nacional do Laicato e para estimular a participação dos leigos e leigas na política. Marilza também integra a equipe que está coordenando o processo do Ano do Laicato na Igreja no Brasil.

Quais as preocupações do Conselho Nacional de Leigos com relação ao processo eleitoral brasileiro?

Estamos num ano de eleições gerais no país. É preciso que os brasileiros e brasileiras votem conscientemente, pois o voto tem consequências para todos e todas. Nesse momento, o processo político do Brasil não está dos melhores. O país vive uma crise ética na política. Com isso, nossa responsabilidade diante das eleições deste ano é ainda maior. É preciso refletir sobre a decisão que iremos tomar e escolher programas de governo que são voltados para as reais necessidades do povo. Estamos diante de um jogo e temos que escolher: de um lado o projeto que prioriza as elites, os bancos e os grandes; do outro, a prioridades são os trabalhadores e trabalhadoras? Quem iremos escolher? Nesse sentido, não podemos nos omitir. Precisamos nos inserir efetivamente na política. Muitos usam o discurso de que política não se discute. Se discute e se decide os rumos de uma nação. Outras preocupações que devemos ter é com o momento após as eleições. É preciso acompanhar os eleitos, seja o legislativo quanto o executivo. Para isso, organizar grupos de acompanhamento dos poderes. Fomentar a reflexão sobre fé e política, realizando escolas de formação de fé e política ou fé e cidadania e levar à participação nos conselhos de direitos.

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