11/06/2015 “Igreja Missionária”

pregação igreja missionáriaEstamos no 29º domingo do tempo comum. A cor litúrgica e a preparação do espaço celebrativo são verdes. Hoje é o dia mundial das Missões. Dia em que a Igreja lembra o enviou de Jesus: “Ide por todo mundo e anunciai o Evangelho a todos os povos” (Mt, 28,19).
Com o lema “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1, 7), a Igreja Católica celebra neste dia 20 de outubro, pela 91ª edição o domingo das Missões. Os cristãos são chamados a repensar a sua vocação, sua responsabilidade com toda Igreja e compromisso com a evangelização no mundo inteiro. O dia mundial das missões iniciou-se com Pio XI, em 1922. Naquele ano o papa deu grande impulso à missionariedade da Igreja. Foi o primeiro papa a nomear um bispo indígena, ao qual seguiu uma série de bispos locais que deram uma dimensão universal à Igreja católica.
O domingo das missões deve ser o dia da catolicidade. O católico vive e sente a universalidade da fé, superando o fechamento em sua paróquia, no seu movimento, na sua pastoral e reflete sobre o mandato de Cristo de ir ao mundo inteiro. Os destinatários do anúncio do Evangelho são todos os povos. A Igreja, “é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus-Pai, na “Missão” do Filho e do Espírito Santo”. Esta é “a graça e a vocação própria da Igreja, ela existe para evangelizar”. Por isso não pode fechar-se em si mesma. A Igreja é missionária, anunciadora do Evangelho, geradora de vida plena.
O Papa Francisco assim ensina sobre o dia mundial das missões: “O homem do nosso tempo necessita de uma luz segura que ilumine a sua estrada e que só o encontro com Cristo lhe pode dar. Com o nosso testemunho de amor, levemos a este mundo a esperança que nos dá a fé. A missionariedade da Igreja não é proselitismo, mas testemunho de vida que ilumina o caminho, que traz esperança e amor. A Igreja – repito mais uma vez – não é uma organização assistencial, uma empresa, uma ONG, mas uma comunidade de pessoas, animadas pela ação do Espírito Santo, que viveram e vivem a maravilha do encontro com Jesus Cristo e desejam partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar a Mensagem de salvação que o Senhor nos trouxe. É justamente o Espírito Santo que guia a Igreja neste caminho”
Duas atitudes devem marcar esse dia: Fortalecer e animar a convicção de que somos missionários e realizar a coleta em prol das Missões. Esta coleta, expressão da catolicidade da Igreja, vai para um fundo comum com o objetivo de animar, prover e sustentar as Missões no mundo inteiro. Em todas as celebrações na matriz e nas comunidades sejam motivados para esta coleta especial em prol das missões.
O dia Mundial das Missões reavive em cada um o desejo e a alegria de “ir” ao encontro das pessoas anunciando Jesus Cristo. A vocação é um chamado que Deus dirige a todos. Ele chama à vida, a sermos cristãos, seus seguidores como uma vocação específica na Igreja e no mundo. Como ser um missionário/a? Pode ser como sacerdote, religioso ou como leigo comprometido com o batismo. Onde? Na comunidade, sendo testemunha e continuador da missão de Jesus, anunciando a Boa Nova. Não há dúvida que devemos alimentar um forte espírito missionário e, abrir os nossos horizontes, termos um maior interesse pela ação que a Igreja, através de seus missionários, desenvolve no mundo inteiro.
O mundo está cheio de conflitos, necessita de mais diálogo, de pessoas corajosas que semeiem a Boa Nova da fraternidade e da Paz. Colocar-se à disposição dos irmãos, principalmente dos doentes, pobres e marginalizados… Testemunhar e anunciar o Evangelho a todas as criaturas, denunciar todo sistema que escraviza…Ter as mesmas atitudes de Jesus Cristo…Ter o coração aberto para todos que se achegarem. Rezar com o coração e não somente com a boca.
Que o Sagrado Coração de Jesus, patrono da Diocese, derrame abundantes graças e bênçãos sobre cada um de nós. Saúde aos doentes, alegria aos tristes, esperança aos desanimados.

 

Dom Juventino Kestering
Bispo Diocesano de Rondonópolis