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03/10/2018 Atitudes de vida, Jesus e as eleições. Confira o artigo de Pe. Jair Fante

Vivemos, no dia a dia, atitudes que definem não só o presente, mas principalmente o nosso futuro. Ter atitude correta diante dos fatos e da vida é determinante. Alias quase sempre o que faz a diferença no presente e no futuro das pessoas é a capacidade de ter atitudes acertadas em certos momentos da vida, principalmente naqueles mais significativos. Jesus foi um especialista nesta arte de viver. Quando olhamos os acontecimentos da sua vida, a partir deste viés, nos surpreendemos com ele e com o seu entorno. Diante de Lázaro, já morto há três dias, ele toma uma atitude surpreendente, mesmo face aos espectadores descrentes, e grita “Lázaro, vem para fora”! Atitude incomum frente a um fato já consumado. Porém esta atitude interfere de modo decisivo no andamento dos fatos posteriores.

Em seu diálogo com uma mulher samaritana não foi diferente. Toma a atitude de puxar conversa numa ocasião também incomum, pelo fato de ser um desconhecido e ainda mais porque não eram da mesma estirpe; o que causava desconforto a ambos. Deste diálogo praticamente proibido nasce uma nova história que interferirá no futuro e na salvação do personagem. Muitas pessoas também tomaram atitude diante de Jesus com efeitos similares. Maria Madalena ousou provocar um escândalo lavando os pés de Jesus com lágrimas e enxugando com os próprios cabelos.

Desconforto total para os assistentes da cena. Esta atitude, porém, vai desencadear uma amizade salvadora para aquela cuja salvação parecia impossível. Pedro e Judas compartilharam da mesma amizade de Jesus, ouviram as mesmas orientações do mestre, viram os mesmos milagres e cearam na mesma mesa do mestre. Cometeram também falhas desconcertantes; enquanto Judas traia o mestre por algumas moedas de prata Pedro o traia para salvar a própria pele. Qual a diferença então entre ambos? A Atitude de arrependimento. Enquanto Pedro chorava tristemente arrependido, Judas se desesperava e procurava um meio de enforcar-se. A atitude diferenciada de ambos determinou o presente e o futuro não só deles como também de milhões de pessoas que viriam posteriormente.

Pedro será líder da maior Igreja cristã do mundo enquanto Judas o maior vilão já conhecido na história. Nossa atitude frente às eleições que se aproximam pode, também, determinar o presente e o futuro do nosso viver em sociedade. Atitude descuidada e interesseira agora pode significar anos de atrasos e desencantos futuros. Sejamos conscientes, livres e corajosos na escolha daqueles que terão a responsabilidade de administrar a “res pública” em nosso nome. Vamos às urnas!

Pe. Jair Fante
Secretário Executivo da CNBB – RO2