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17/02/2020 Para Dom Wilmar Santin caminhada com povos da Amazônia sugere inculturação

O Papa Francisco inicia o quarto capítulo da exortação apostólica pós-sinodal Querida Amazônia afirmando que “A Igreja é chamada a caminhar com os povos da Amazônia”. E para fazer essa caminha, se faz necessária a inculturação, como destaca o bispo da prelazia de Itaituba (PA), dom Wilmar Santin. Caso não lance mão deste modo de anunciar o Evangelho, a presença eclesial “vai ser um chapéu doutrinal que se coloca na cabeça e o primeiro vento já leva embora”, considera o bispo.

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Dom Wilmar reforça que não existe uma cultura amazônica, mas uma multiforme maneira cultural que apresenta outras várias maneiras culturais de encarar a vida. E é neste cenário que a Igreja deve anunciar o Evangelho, com a proposta de fé “irrenunciável”.

“Temos que evangelizar e disso não podemos abrir mão. Nós não podemos apresentar simplesmente um código de doutrinas ou de imperativos morais, devemos sempre anunciar a salvação que nos é oferecida por Jesus Cristo”, afirma dom Wilmar.

O bispo ainda relembra que os povos que estão na Amazônia não são meros receptores do Evangelho, “mas que eles tem o direito ao anúncio do evangelho, eles têm o direito de ouvir que Deus os ama infinitamente como ama cada ser humano e que esse amor se manifesta plenamente em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado”.

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