TEMPO COMUM Respondeu-lhes Jesus: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus". (MT 22,29)

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12/05/2016 ENCONTROS DE FORMAÇÃO LITURGIA E CATEQUESE

Iniciação-254x300A Catequese e a Liturgia são formas essenciais da vida da Igreja. Ambas se encontram no centro da vida cristã, que é o mistério Pascal de Jesus Cristo; a experiência mais profunda da ação do libertador na história da humanidade. O mistério pascal é referência que atrai para um centro, que congrega, une e é o sentido maior do ser da Igreja. Para o mistério pascal se direcionam todas as ações da Igreja, bem como dele brota sua força.

São dois acontecimentos de salvação que não estão dissociados da vida humana e da comunidade cristã. Eles constituem duas dimensões de uma mesma realidade.

Primeiro Encontro

LITURGIA E CATEQUESE

“Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês” (Mt 28,19-20a)

  1. Introdução

A Liturgia e a catequese são dois aspectos essenciais na vida da Igreja, aspectos estes, que tem uma profunda relação entre si e ao mesmo tempo cada um tem sua natureza própria que deve ser compreendida e vivenciada na prática.

O documento de Puebla nº 217 diz que a catequese e a liturgia se encontram na vida cristã se tiverem como centro o Mistério Pascal, que une e dá sentido.

O objetivo destes encontros que seguem, é buscar compreender a natureza própria da liturgia e da catequese, mostrando a necessidade de uma estar a serviço da outra. Procuraremos apontar caminhos para uma unidade e integração destas duas dimensões da vida cristã que tem sua centralidade no Mistério pascal de Jesus Cristo e a experiência mais profunda da ação do libertador na história da humanidade.

Neste primeiro encontro tentaremos definir, buscar compreender a natureza, o que é mesmo catequese e o que é liturgia, para nos encontros seguintes buscarmos a relação e a integração entre ambas.

  1. O que é mesmo a Liturgia?

O concílio Vaticano diz que a liturgia é o “cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte donde emana toda a sua força” (SC 10). A palavra LIT-URGIA vem da língua grega: laos = povo e ergon = ação, trabalho, serviço, ofício… Unindo os dois termos que formam a palavra, encontramos a raiz mais profunda do significado da LITURGIA, ou seja: AÇÃO, trabalho, serviço do povo e realizado em benefício do povo, isto é: um serviço público, como dizemos hoje.Este sentido primeiro da palavra nos ajuda a buscar o que deve ser hoje a LITURGIA CRISTÃ em nossas comunidades, sobretudo depois de séculos de história em que a liturgia ficou reduzida a uma ação realizada por ministros ordenados (bispo, padre…) para o povo. Era uma ação em que o povo não tomava parte, apenas “assistia” como expectador e, muitas vezes, sem compreender o que estava sendo feito.

O Concílio Vaticano II veio resgatar o sentido genuíno da Liturgia, como AÇÃO do povo batizado e, por isso todo ele SACERDOTAL chamado ao louvor de Deus e a transformação e santificação da vida e da história. Uma ação conjunta em parceria com o próprio Deus, numa dinâmica de aliança e participação cada vez mais “ativa, consciente, plena e frutuosa. ”

Deus sempre age em favor do seu povo e sua ação é permanente SERVIÇO À VIDA, um bem que atinge toda a humanidade. Esta ação nos envolve e nos torna participantes dela, numa aliança de amor e compromisso. O sentido mais amplo da Liturgia é toda a ação realizada por Deus, em Jesus Cristo e, através do seu Espírito em nós e através de nós a toda a humanidade.  A liturgia realiza e manifesta a Igreja como sinal visível da comunhão entre Deus e as pessoas humanas por meio de Cristo. Insere os fiéis na vida nova da comunidade. Implica na participação consciente, ativa e frutuosa de todos. A liturgia também participação na oração de Cristo dirigida ao pai no espírito Santo.

  1. Catequese, O que é?  

A catequese, por sua vez, é uma ação da comunidade eclesial (cf Diretório Nacional de Catequese n. 39), e faz parte do ministério da Palavra. Catequese, assim como Liturgia, é uma palavra de origem grega Káta (a partir de) +echos (voz, fala, eco), significa, “fazer ecoar” a boa nova, na e a partir da experiência pascal vivida na liturgia. Por dentro da palavra “catequese” se esconde a palavra “eco”, isto ou esconde-se o “ecoar de algo”, em nossa tradição cristã, este algo é a Palavra de Deus na pessoa de Jesus Cristo.

A catequese é acima de tudo anúncio de Jesus Cristo, na plenitude de sua pessoa e do seu mistério é o ponto de referência de todo o conteúdo catequético.

O objetivo primeiro da ação catequética é ajudar a pessoa humana a realizar-se na própria vida. A Exortação apostólica Catechesi Tradendae na sua introdução diz: “A catequese foi sempre considerada pela Igreja como uma das suas tarefas primordiais, porque Cristo Ressuscitado, antes de voltar para junto do Pai, deu aos Apóstolos uma última ordem: fazerem discípulos de todas as nações e ensinarem-lhes a observar tudo que ele lhes havia mandado” (Mt 28,19ss).

Assim definidos os termos, com toda certeza, compreendemos que há uma íntima unidade entre as duas, podemos dizer que uma não existe e não acontece sem a outra. Partimos do fato que a catequese antecede a liturgia, à celebração litúrgica. A catequese prepara para a celebração dos mistérios.

O caminho normal deveria ser aquele do catecumenato dos primeiros séculos da Igreja, ou seja: o anúncio (evangelização), a catequese, a celebração e a mistagogia (cf Diretório Nacional de Catequese n.45-46), este foi o caminho de formação dos primeiros cristãos, e que faz parte da tradição da nossa Igreja. O Diretório Nacional de catequese diz: “A catequese como educação da fé e a liturgia como celebração da fé, são duas funções da única missão da Igreja. A liturgia, com seu conjunto de sinais, palavras, ritos, em seus diversos significados, requer da catequese uma iniciação gradativa e perseverante para ser compreendida e vivenciada. Ambas fazem parte da natureza e da razão de ser da Igreja” (DNC nº 120).

  1. Caminho que leva à integração da Catequese e Liturgia:

A PALAVRA (evangelização e catequese) A MEMÓRIA (celebração litúrgica) e O TESTEMUNHO(compromisso missionário- a vida).  Este processo abrange a dimensão anunciadora e também a celebrativa e operativa, numa perspectiva dinâmica e progressiva.  A Palavra se faz sacramento (memória) e ambas, testemunho de vida. “Em toda Catequese integral há que se unir sempre, de modo indissolúvel, o conhecimento da Palavra de Deus, a celebração da fé nos sacramentos e a confissão da fé no cotidiano da vida” (Mensagem do Sínodo, 1977. n.11).

Não se trata de confundir liturgia com catequese.  A Liturgia tem elementos e “uma projeção evangelizadora e catequética” (Puebla 928), tem dimensão catequética (Diretório Nacional de Catequese n. 53.c), mas é essencialmente celebração do Mistério Pascal de Cristo e da nossa vida vivida no seguimento de Jesus. As fontes de uma e de outra são as mesmas, a diferença está que na catequese a primazia é o ensinar (no sentido de iniciar e de educar. Cf diretório n. 40-41) e na liturgia o acento está no celebra. Portanto a catequese é o espaço de formação de aprendizado para que a celebração seja realmente o ponto alto de encontro com o Senhor. O centro está no Mistério Pascal de Jesus Cristo.

Catequese e liturgia se alimentam mutuamente. Toda a catequese conduz à celebração da fé e toda a prática autêntica dos mistérios celebrados além de ter dimensão catequética, supõe aprofundamento catequético.

Para nos ajudar a aprofundar, compreender e levantar debates:

  1.  Como sinto, na minha prática pastoral, que esta relação acontece?
  2. Como podemos compreender que a liturgia é catequética, mas não é catequese?
  3. O que fazer concretamente para que na prática pastoral haja uma profunda ligação entre liturgia e catequese?

Segundo Encontro

Catequese e Iniciação cristã

Antes de mais nada, buscaremos definir brevemente o sentido, o conceito de iniciação para podermos compreender o que segue.

A iniciação é uma categoria pedagógica, uma aprendizagem para uma nova e desconhecida realidade. Assim, existem ritos iniciáticos para a escola, o serviço militar, provas para integrar grupos esportivos, políticos e juvenis (cf Diretório Nacional de Catequese, n.  37).

O termo “iniciação” nos remete às religiões mistéricas da época helenista. Os primeiros cristãos tomaram emprestado dos pagãos o conceito de “iniciação”.

O termo “iniciação” é de origem latina, do verbo “inire”, que significa: “entrar dentro”, “introduzir no caminho”. O verbo “inire” traduz o grego “myein”, raiz da palavra mistério, que por sua vez, lembra as religiões mistéricas, que exigiam dos seus adeptos uma iniciação através de ensinamentos, ritos e experiências religiosas.

A catequese, como processo de iniciação cristã, se insere dentro desta dinâmica e implica em uma longa caminhada de introdução dos cristãos (não iniciados) nos diversos aspectos essenciais da vida cristã para uma sólida base rumo à maturidade em Cristo (cf Diretório Nacional de Catequese, n. 37e 38)..

A Dinâmica interna da catequese é a fé, um processo de educação e amadurecimento da fé cristã.  Esta fé deve ser conhecida, celebrada, vivida e cultivada na oração.

“A catequese é elementos fundamental da iniciação cristã e está intimamente vinculada aos sacramentos da iniciação. A catequese como educação na fé das crianças, dos jovens e dos adultos, compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dada geralmente de modo orgânico e sistemático com vista a iniciá-los na plenitude da vida cristã. Além disso, a catequese está intimamente unida a toda a ação litúrgica sacramental, porque é nos sacramentos, e sobretudo na eucaristia, que Jesus atua em plenitude para a transformação dos homens” (Iniciação Cristã de adultos, n.20; cf Sacramentum Caritatis – Catequese Mistagógica, n 64c).

A liturgia e a catequese vivem uma relação mútua entre si, relação esta que nem sempre é fácil e de boa convivência, muitas vezes por falta de conhecimento e de compreensão da natureza de uma e de outra de um conceito equivocado do que é iniciação cristã.

Constatamos lacunas e distância entre o que se faz no encontro de catequese e a vida celebrativa da comunidade cristã, entre os conteúdos trabalhados na catequese e a vivência celebrativa do ano litúrgico, ou melhor, a catequese não segue a dinâmica do ano litúrgico. Esta realidade produz um limite no processo de educação da fé.

Ao citar as tarefas da catequese, o DGC cita como segunda tarefa à de iniciar à celebração litúrgica, iniciar a pessoa à vida de oração. “Para realizar sua obra salvífica, Cristo está sempre presente em sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas” (SC 7). É tarefa da catequese introduzir no significado e participação ativa, interna e externa, consciente plena e frutuosa dos mistérios, celebrações, sinais e demais formas litúrgicas (cf Diretório Nacional de Catequese, n. 53c). A Catequese, como mistério da Palavra, está a serviço da iniciação cristã. “O momento da catequese é aquele que corresponde ao período em que se estrutura a conversão a Jesus Cristo, oferecendo as bases para aquela primeira adesão a Jesus Cristo. Os convertidos são iniciados no mistério da salvação e num estilo de vida evangélica” (DGC 63; cf n. 65).

O Concílio Vaticano II nos apresenta a liturgia como uma “ação sagrada por excelência” (SC 10) ocupando assim o lugar central na vida cristã.

Este mistério não é uma idéia, é um acontecimento ocorrido na história do povo de Israel e que tem sua plenitude na vida, morte e ressurreição de Jesus”# e que hoje continua na Igreja pela força do seu espírito.

O caminho de fé do cristão, do catequizando passa pela liturgia como:

– Celebração da ação de Deus na história, na vida e nos acontecimentos das pessoas.

– Relação amorosa de Deus para com o povo;

– Como celebração festiva, comemoração da presença do Deus vivo e ressuscitado, no seio da comunidade eclesial.

– Como memória e atualização do mistério pascal de Jesus que continua presente e vivo nos discípulos e discípulas de Jesus que procuram prover a vida e o bem de todos, superando as desigualdades, as injustiças no mundo.

A catequese deverá ajudar o catequizando, a pessoa descobrir nos acontecimentos diários de sua vida o mistério pascal de Jesus presente em sua existência, entender a própria vida como uma liturgia constante. Assim a ação litúrgica será a celebração da “Páscoa de Cristo na páscoa do povo e a páscoa do povo na páscoa de Cristo” (CNBB doc. 43. n. 300)

A catequese além de iniciar à vida litúrgico-sacramental, à dimensão celebrativa deve perpassar toda a catequese. A catequese, deve ser a iniciação na vida litúrgica da Igreja, ou seja, deverá levar a rezar os próprios encontros de catequese e celebrar as atividades concretas da ação cristã em todas as dimensões da vida da Igreja (É tarefa da catequese introduzir no significado e participação ativa, interna e externa, consciente, plena e frutuosa dos mistérios (sacramentos), celebrações, sinais, símbolos, ritos, orações e outras formas litúrgicas…” Diretório Nacional de Catequese 53c; cf Sacramentum Caritatis – Catequese Mistagógica, n 64b).

O Ritual da iniciação cristã apresenta como inseparáveis na dinâmica da iniciação Cristã a vida, a catequese e a liturgia, pois a catequese deve: Esclarecer a fé; dirigir o coração para Deus; Incentivar a participação nos mistérios litúrgicos; animar para a missão a pastoral e orientar toda a vida segundo o espírito de Cristo (cf. nº 9).

Questões para serem refletidas e realizar um confronto com a prática:

  1. Como os catequistas enxergam e compreendem a liturgia? E como os liturgistas e equipes de liturgia enxergam a catequese?
  2. Como na catequese é valorizada a dimensão    litúrgico-celebrativa?
  3. Partilhe experiências concretas, de como no processo catequético é vivenciada a litúrgico celebrativa;
  4. O que significa que a catequese tem a função de iniciar teórica e praticamente em todas as dimensões da vida cristã?

Leitura Orante de Lc 24,13-35

Breve vivência: Preparar uma mesa, 3 cadeiras e um pão: Á luz do texto bíblico acima, vivenciar o momento da mesa – reconhecer o Senhor ao partir o pão. Jesus e os discípulos

Conversar sobre o que significa o pão no cotidiano da a vida das pessoas

_ O que significa o pão da Eucaristia

– Vivenciar o gesto do partir o pão – Tomou o pão, deu graças o partiu e distribuiu.

– Canto: Pão em todas as mesas).

Terceiro Encontro

A CATEQUESE A SERVIÇO DA LITURGIA

“Não ardia o nosso coração quando pelo caminho nos falava e explicava as escrituras? ”(Lc 24,23).

Introdução:

Depois de termos definido o que é catequese, o que é liturgia e também termos buscado compreender a catequese no processo da iniciação cristã, procuramos agora, compreender como a catequese é um serviço à Liturgia.  A catequese antecede à liturgia, prepara para a celebração dos mistérios, é sua tarefa fundamental iniciar eficazmente os catecúmenos, catequizando nos sinais litúrgicos e por eles introduzi-los no mistério Pascal (catequese mistagógica; cf. 129.a; cf Diretório Nacional de Catequese 53c e 120).

A liturgia precisa necessita de todo um trabalho de iniciação catequética, justamente por causa de sua natureza sacramental. Pelo seu caráter ritual-sacramental e pela riqueza expressiva do conjunto de seus sinais. O rito litúrgico não é apenas portador de significado natural e espontâneo, mas servidor da memória do fato histórico salvífico. Sem o conhecimento do significado, os ritos ficariam esvaziados (Diretório Nacional de Catquese 53c e 120).

A catequese como caminho de fé e iniciação na vida eclesial, tem outrossim, a tarefa mistagógica de iniciar aos mistérios celebrados (cf CR 89, 130; EN 43; DP 939, 1005; CT 23, cf Sacramentum Caritatis – Catequese Mistagógica, n 64; CIC 1075), a fim de que os ritos, a celebração cristã seja expressão de uma caminhada de fé que garanta sua verdade e autenticidade. Pois, quanto mais uma comunidade de fé amadurece na fé, tanto mais vive o seu culto em espírito e verdade (Jo 4,23) nas celebrações litúrgicas, especialmente na eucaristia. A Catequese deve estar a serviço de uma participação ativa, consciente e autêntica na liturgia da Igreja, não só ilustrando o significado dos ritos, mas educando os fiéis para a oração, o agradecimento, a penitência, o pedido confiante, o senso comunitário, a linguagem simbólica, todas estas coisas necessárias a uma verdadeira vida litúrgica (Diretório Geral da Catequese, 25).

  1. Catequese Litúrgica

1.1. O que se entende por Catequese Litúrgica?

Por catequese litúrgica entende-se a “catequese que prepara aos sacramentos e ajuda a vivenciá-los: leva a uma maior experiência do mistério cristão. Ela explica o conteúdo das orações, o sentido dos gestos e dos sinais, educa à participação ativa, à contemplação e ao silêncio. As fórmulas litúrgicas são ricas de conteúdo doutrinal que expressam o mistério celebrado: a catequese que leva os catequizandos à sua maior compreensão deve ser considerada como uma eminente forma de catequese” (Diretório Nacional de Catequese. n. 121) .    

A catequese como educação da fé inicia à liturgia que celebra a vida de fé. Os sinais litúrgicos são, ao mesmo tempo, anúncio e memória que por meio da Palavra se tornam claros os seus significados. Conseqüentemente, o agir ritual, o conjunto dos gestos e sinais litúrgicos requer uma iniciação gradativa e perseverante para serem compreendidos e vivenciados. Os batizados (catecúmenos e catequizandos) requerem ser permanentemente catequizados nos sinais litúrgicos e por meio deles, serem introduzidos no mistério pascal.

A catequese litúrgica que prepara às ações litúrgicas e ajuda a vivenciá-las, se constitui numa experiência mais profunda do mistério cristão. Sua função é de expor o conteúdo das orações, o sentido dos gestos e dos sinais; preparar aos sacramentos e ajudar vivenciá-los. A catequese litúrgica que leva os catequizandos à sua compreensão profunda deve ser considerada uma grande forma de catequese.

1.2. O que diz o Diretório Nacional de Catequese

O Diretório Nacional de Catequese no nº 122 aponta alguns elementos fundamentais a serem levados em conta para uma catequese litúrgica.

* A centralidade do mistério pascal na vida dos cristãos e em todas as celebrações;

* A liturgia como um momento da história da salvação. A liturgia é a memória da obra da salvação, pela qual Deus salvou o mundo e na liturgia é levada a efeito a obra da salvação;

* A liturgia como exercício do sacerdócio de Jesus Cristo e ação da assembleia em conjunto com Jesus Cristo presente na celebração por força do Espírito Santo;

* A dimensão celebrativa da liturgia, como ação ritual e simbólica, onde a assembleia é o sujeito e o Ressuscitado preside a oração da comunidade, atualiza a salvação na vida e na história de seus participantes;

* A liturgia é essencialmente comunitária e comporta a diversidade de ministérios;

* A participação na Eucaristia seja verdadeiramente, para cada cristão, o coração do domingo: um compromisso irrenunciável, assumido como necessidade para uma vida cristão verdadeiramente consciente e coerente;

* A aprofundamento do conhecimento da Palavra na Catequese incidirá na celebração da Palavra de Deus, sobretudo nas comunidades, impossibilitadas de terem a celebração eucarística dominical;

* A espiritualidade pascal, ao longo do ano litúrgico, possibilita a inserção gradativa no Mistério Pascal de Cristo;

* O sentido dos sacramentos como sinais de comunhão com Deus, em Cristo, que marcam com sua graça os momentos fortes da vida e atualizam a salvação no nosso dia a dia;

* O aprofundamento do sentido da presença de Maria no mistério de Cristo e da Igreja, e na vida de oração e serviço solidário dos cristãos, bem como a equilibrada devoção dos santos.

  1. A Catequese a serviço da Liturgia.

Para uma catequese litúrgica alguns critérios são importantes serem destacados:

  1. A Valorização da Palavra de Deus. Primeiro a Palavra de Deus e depois a ação sacramental – de modo que se constitua um único ato de culto (cf SC 56).  As fórmulas e textos litúrgicos ter inspiração bíblica (cf SC 24).  A catequese litúrgica está intimamente vinculada à catequese bíblica, de modo que a linguagem litúrgica é em grande parte linguagem bíblica da história da salvação e da tradição da Igreja. A Palavra converta a celebração em a ação de culto agradável a Deus, mediante a resposta da fé dos que nela participam (cf Diretório Nacional de Catequese, n. 53.a ),.
  2. Interiorizar a ação litúrgica –a importância da unidade e harmonia entre os gestos, ações rituais. A catequese litúrgica orienta-se à participação litúrgica ativa e frutuosa dos fiéis, tanto em nível pessoal como comunitário (cf SC 14,19, 21ss).
  3. A participação da pessoa na comunidade eclesial: A catequese deve ajudar as pessoas a sentir a necessidade de se integrar na comunidade de fé. Ajudar a esclarecer sobre o sentido e a atuação da assembléia, dos diferentes ministérios e serviços, os diferentes atores dos sacramentos. Esclarecer quanto à funcionalidade dos ritos ou dos textos litúrgicos no conjunto da ação litúrgica (cf Diretório Nacional de Catequese, n. 53e).
  4. A continuidade entre a catequese e a liturgia: a catequese deve prestar atenção sobre a diversidade dos elementos que compõem uma celebração: o tempo litúrgico, os textos bíblicos, as orações, os cantos, gestos e movimentos. A catequese litúrgica parte sempre da celebração para voltar de algum modo à celebração (é o método mistagógico).
  5. Vida de oração: “Cabe à catequese ensinar a rezar, com e em Cristo, com os mesmos sentimentos e disposições com as quais ele se dirige ao Pai: adoração, louvor, agradecimentos, confiança, súplica, contemplação (Diretório Nacional de Catequese, n. 53.d). O Pai Nosso é modelo acabado de oração cristã Mt cf. Lc 11,1-4 e Mt 6,9-13).

A catequese está intrinsecamente ligada a toda ação litúrgica e sacramental, pois é nos sacramentos, e sobretudo na Eucaristia que Cristo Jesus age em plenitude para a transformação dos homens” (cf CIC 174). “A Catequese empenhar-se-á em despertar nos fiéis a fé na grandeza incomparável do dom que Cristo ressuscitado concedeu à sua Igreja” (CIC 983)

Para debater:

  1. Como anda a formação litúrgica dos catequistas?
  2. O que podemos e devemos fazer para que esta relação aconteça de fato em nossas comunidades?

Leitura Orante de At 2, 42-47

O que diz o texto e qual sua ligação com o tema que tratamos?

O que esta palavra diz para nós catequistas, equipes de liturgia, para a nossa vida?

Vivência:  A verdadeira liturgia é estar a serviço dos irmãos e irmãs que precisam da nossa presença, do nosso apoio, da nossa ação. Jesus nos deu o exemplo. Vamos vivenciar este gesto de Jesus.

Todos em círculo – uma bacia, jarra com água e toalha. Conversar sobre o sentido da água para a vida das pessoas e da natureza – O que ainda lembra para nós cristãos a água?

– Vivenciar o gesto de Jesus lavando os pés – Alguém levanta e inicia, depois outro e assim algumas pessoas. Ao terminar: conversar sobre este gesto e rezar juntos um salmo, ou fazer um canto.

A LITURGIA COMO FONTE DA CATEQUESE

“Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19bO mandamento praticado de Jesus, “Fazei isto em minha memória”; nos impulsiona para uma adesão, sempre renovada em cada ação litúrgica e reforça a identidade da comunidade cristã e de cada pessoa que a ela adere. Na liturgia fazemos memória dos acontecimentos da salvação, memória dos gestos e das ações de Jesus.

O Concílio Vaticano II diz que a Liturgia é a fonte e o cume de toda a vida e ação da Igreja (cf. SC 10). Apresenta a Liturgia como catequese permanente da Igreja e fonte da catequese.  A liturgia, portanto, e pela sua riqueza de expressões e palavras faz com que ela seja verdadeiramente uma catequese viva (Bento XVI) uma “catequese em ato” (DCG 25; CT 23Ela contribui para a formação da fé do cristão que dela participa.).

A liturgia foi considerada como a fonte primeira e indispensável do espírito cristão. Lugar privilegiado da catequese do povo de Deus (cf CIC 1074), no duplo sentido:

  • No sentido de que a liturgia é a fonte de onde flui para nós a graça e se alcança como a máxima eficácia nossa santificação (SC 10). A liturgia contribui de maneira decisiva para a educação da fé e para configurar a vida cristã dos fiéis aos mistérios celebrados. “Neste sentido, o fruto maduro da mistagogia é a consciência de que a própria vida vai sendo progressivamente transformada pelos mistérios celebrados” (Sacramentum Caritatis, n. 64).     Assim a liturgia não é apenas ponto de chegada – meta, senão também, de certo modo, ponto de partida – missão, ação transformadora (cf Puebla 894 – “A comunidade que, na liturgia, celebra alegremente a Páscoa do Senhor, tem o compromisso de dar testemunho, de catequizar, educar e comunicar a Boa-Nova por todos os meios a seu alcance”) e ainda continua do documento de Puebla dizendo: “A liturgia é momento privilegiado de comunhão e participação para uma evangelização que conduz à libertação cristã integral, autêntica”(Cf  Puebla n. 895).
  • No sentido da memória: ela traz presente, atualiza e gera o encontro sacramental. Pela liturgia é possível contemplar e participar do sacrifício de Cristo, aqui e que o Deus Uno e Trino está em contato conosco e nós com ele.

A finalidade da liturgia é cultual, atualizadora do mistério da salvação realizado por Jesus Cristo através de sua morte e ressurreição. A ação litúrgica é sacramental, ação que se realiza pelo conjunto de palavras e gestos, contemplação e movimentos, oração presidencial e comunitária, atitudes e símbolos, tempos e lugares, vestes e objetos. Em tudo isto reside uma eficácia pedagógica que visa “educar os fiéis a integrarem-se na comunidade eclesial, e sobretudo nas celebrações litúrgicas, a fim de que cada um se sinta unido aos irmãos na comunhão da Igreja (Instrução sobre as missas para grupos populares).

Na perspectiva catecumenal, o processo de crescimento e amadurecimento na fé apresenta-se sempre “estruturado sacramentalmente” vinculado a momentos celebrativos que exprimem o seu significado mais profundo: “Confessar a própria fé é tomar consciência de que o Pai chama, designa e torna a pessoa participante de sua vida divina por meio de seu Filho no Espírito Santo: é a obra do batismo. Confessar a própria fé é permitir ao Senhor transformar um coração de pedra em coração de carne (Ez 36,36) no seu Espírito, para reencontrar o amor do Pai. É isto que se celebra no sacramento da reconciliação. Confessar a própria fé é agradecer ao Pai pelo filho morto e ressuscitado no Espírito, na comunhão com os irmãos: é o que se encontra expresso na Eucaristia. Enfim, confessar a fé é viver como Igreja do Espírito que o Senhor nos enviou para manifestar ao mundo o amor do Pai: isto se realiza na celebração da crisma” (cf Alberich D., A Catequese na Igreja de Hoje, p. 244-45).

Assim a liturgia e, de modo especial a Eucaristia é fonte e ápice também da ação catequética.

Como ação litúrgica se torna uma catequese?

A liturgia “pode e deve ser ocasião privilegiada de Catequese, porque abre novas possibilidades para o crescimento da fé abrindo novas perspectivas para o crescimento da fé” (CR 90).

“Na liturgia Deus fala a seu povo, Cristo ainda anuncia o Evangelho e o povo responde a Deus com cânticos e orações” (SC 33). A liturgia, em sua dinâmica celebrativa, torna-se uma educação permanente da fé. É fonte inesgotável da catequese pela riqueza de seu conteúdo e por sua expressão simbólica (ação feita através sinais, símbolos e gestos…). Nela e por ela se realiza a ação santificadora de Deus e a expressão orante da fé da comunidade (SC 10 e CR 89).

Enquanto celebração, a liturgia é ao mesmo tempo: Anúncio e vivência dos mistérios salvíficos, contém de forma expressiva (simbólica) e unitária, o todo da mensagem cristã.  Por isso é considerada lugar privilegiado de educação da fé:

Frei Faustino Paludo, em sua palestra obre catequese e liturgia no Seminário Regional em Santa Maria afirma que: A celebração litúrgica se transforma em fonte educadora e em alimento da fé:

  • Pela reunião da comunidade, constituindo em Cristo a assembleia celebrante; O reunir-se, o rezar e participar juntos dos ritos sacramentais;
  • Pelo ministério da Palavra (a proclamação da Palavra na liturgia torna-se para os fiéis reunidos em assembleia a primeira e a fundamental escola de fé” (DGAE, 21); A catequese tem como “fonte viva a palavra de Deus, transmitida mediante a tradição e a Escritura, (CT 27). Na perspectiva, a liturgia é lugar por excelência donde Deus fala ao seu povo reunido em assembleia, Cristo ainda anuncia o Evangelho e o povo responde com cânticos e orações (SC 33).

Pela homilia – como parte integrante da ação litúrgica (cf. SC 33 e 52; IGMR, n. 29), tem por função favorecer uma compreensão e eficácia mais ampla da Palavra de Deus na vida dos fiéis (cf Sacramentum Caritatis, n. 46). A homilia tem por objetivo fazer ecoar o mistério da Palavra de Deus na vida da comunidade de fé.

Pelas orações, os ritos sacramentais, a vivência do ano litúrgico e as festas são momentos privilegiados para a afirmação e interiorização da experiência de fé.  Pela participação nos gestos e nas atitudes comuns da assembleia: ouvir a palavra, tomar parte das procissões, o silenciar, são mais importantes que os discursos e os ensinamentos. A gestualidade litúrgica e seu caráter fundante vêm dos gestos de Jesus Cristo (…) São gestos humanos, cotidianos, simples, comuns, sem enfeites, que dizem o essencial em poucas palavras (…) é nesses gestos (…) que a revelação do Deus de Jesus Cristo pode se realizar e levar a uma experiência corporal e à expressão. É na e pela liturgia que os cristãos são catequizados de maneira permanente. É preciso aprender a celebrar com arte (cf, Sacramentum Caritatis n. 38, 41; a Beleza e a Liturgia, n. 35ss).

* Pelo canto e a música – O Canto é uma manifestação de alegria e um sinal de amor. O povo de Deus, reunido para a celebração, canta os louvores de Deus.

* Pelo exercício harmônico dos ministérios e serviços litúrgicos;

* Pelo ambiente litúrgico (o espaço litúrgico e sua decoração). A verdadeira beleza é o amor de Deus que nos foi definitivamente revelado no mistério pascal. A beleza da liturgia pertence a esse mistério (Sacramentum Caritatis n. 35 e 41) ” O espaço deve ser condigo à realização da ação litúrgica#;

A ação litúrgica é todo um conjunto ritual de palavras e gestos, sinais e símbolos, cantos e orações, espaço e silêncio … que faz ecoar a Boa Nova, a partir da experiência pascal vivida na ação litúrgica. Podemos dizer que toda a assembleia litúrgica desempenha um serviço catequético, ao proclamar: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus! ”

A melhor catequese sobre a liturgia é a própria celebração litúrgica quando bem celebrada. Por que isso? Por sua natureza a liturgia possui uma eficácia pedagógica própria para introduzir os fiéis no conhecimento do mistério celebrado. Nesse sentido, quem introduz nos mistérios é primeiramente a testemunha, depois, esse encontro aprofunda-se na catequese e encontra a sua fonte e ápice na celebração litúrgica.

A liturgia se transforma numa fonte catequética na medida em que as pessoas participam da ação celebrativa, mergulham na proposta ritual de forma ativa e consciente, externa e interna, plena e frutuosamente. Neste sentido, a ação litúrgica é uma catequese permanente.

A ação litúrgica é fonte inesgotável de catequese enquanto revela e alimenta a fé, “o ser novo” crescer em cada fiel participante. Isto acontece à medida que cada um assume, de coração, aquilo que a liturgia propõe na ação simbólico-ritual. Fazendo próprias as palavras e as ações realizadas por todos. Assim, a liturgia educa pelo agir comunitário, integrando o “eu” pessoal ao “nós” comunitário.

A liturgia, de modo especial a eucaristia, é mistério de fé. O Catecismo afirma: “é o resumo e a súmula da nossa fé” (Cf CIC 1327). Fé suscitada pelo anúncio da Palavra de Deus, aprofundada pela catequese, alimentada e fortalecida no encontro com a graça do Senhor ressuscitado que se realiza na ação litúrgica. “A fé exprime-se no rito e este revigora e fortifica a fé” (cf proposição 16 do Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia).

A liturgia é fonte de catequese revelando a fé, não como verdade abstrata ou conceitual, mas como experiência, como encontro vivo e persuasivo com o Cristo Ressuscitado anunciado por autenticas testemunhas. Veja que maravilha! O ponto de encontro entre liturgia e catequese é o próprio Jesus Cristo. Na liturgia é Cristo quem preside a comunidade reunida para celebrar e orar. É ele, o Ressuscitado quem dirige a assembleia a Palavra – se dá como Palavra e como pão da Vida (eucaristia) e constitui a todos em seu corpo. Na catequese Cristo é o Mestre. É ele, o Ressuscitado quem ensina. Sentados aos seus pés (cf Lc 10,38-39), ouvindo sua palavra e acolhendo seus gestos, ele nos transforma em seus discípulos e missionários (cf Mt 28,16ss).

A liturgia é também “serviço de Deus e escola de oração” enquanto proclama (confessa) as maravilhas do Senhor realizadas em favor do povo que labuta, no exercício da cidadania, por uma vida segundo os projetos do próprio Deus.

Enfim, liturgia e catequese se alimentam mutuamente. Toda catequese conduz à celebração litúrgica, memorial dos mistérios da salvação, e toda a autêntica ação litúrgica tem uma dimensão catequética. Quer dizer, a vida sacramental se empobrece e se converte numa ação fria e vazia se não for acompanhada de um permanente processo de inserção no seu significado. E a catequese pode se transformar num exercício conceitual e abstrato se a pessoa catequizada não tiver, ao mesmo tempo, a experiência litúrgico-sacramental dos conteúdos transmitidos. A liturgia se torna viva e participada quando acompanhada de uma catequese que desperta e educa a sensibilidade dos fiéis para a linguagem dos sinais e dos gestos que, unidos à Palavra, constituem o rito. A mútua complementariedade entre liturgia e catequese, resultará em pessoas novas, adultas na fé, capazes de testemunhar no próprio ambiente a esperança cristã.

A catequese é uma ação da Igreja. Esta se edifica ao se congrega ao redor do anúncio do Evangelho, pela catequese e pela celebração litúrgica. É uma ação vital para o desenvolvimento da comunidade eclesial e seu compromisso missionário e solidário, Portanto, a catequese é ação da Igreja que integra basicamente a pregação da Palavra de Deus e a sua explicação; inicia no conhecimento dos mistérios, na vivência cristã, na celebração sacramental e na missão.

Texto Bíblico: Lc 9, 10-17 – O que diz o texto?  O que o texto diz para mim? – O que o texto nos faz dizer a Deus?

Para debate:

  1. Que desafios permanecem após estes encontros, os quais mostraram a profunda relação que existe entre Catequese e Liturgia?
  2. As nossas celebrações são de fato, uma catequese em ato, como?
  3. A ação litúrgica que celebramos em nossas comunidades é fonte de espiritualidade e alimento para obtermos força de construir um mundo novo?

B I B L I O G R A F I A

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