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26/01/2018 Dia Mundial da Educação Ambiental: Brasil na expectativa do Sínodo 2019

Dia Mundial da Educação Ambiental: Brasil na expectativa do Sínodo 2019


No Dia Mundial da Educação Ambiental, celebrado neste dia 26 de janeiro, cujo principal objetivo é conscientizar os povos e governos sobre a necessidade de participação para preservar e proteger o meio-ambiente, vale recordar a realização da primeira reunião preparatória do Sínodo para a Pan-Amazônia, a ser realizado em 2019. A sessão de consulta aconteceu nos dias 19 e 20 de janeiro, na Cidade de Puerto Maldonado, no Peru, durante a visita apostólica do papa Francisco ao país.

“Nos sentimos honrados por ter participado da sessão de consulta, na qual expressamos as inquietudes dos povos que acompanhamos, e os desafios de nossas realidades pastorais. Também valorizamos o sinal de que o processo formal do Sínodo começou em território Amazônico”, afirmou o presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, cardeal Cláudio Hummes, em comunicado oficial após o encontro.

A escolha da temática para o Sínodo de 2019 se deu após o papa Francisco acatar o desejo de algumas Conferências Episcopais da América Latina. O evento será realizado em outubro de 2019 e o principal objetivo da convocação é identificar novos caminhos para a evangelização, especialmente dos povos indígenas e também por conta da crise da Floresta Amazônica, pulmão do planeta.

De acordo com dom Cláudio Hummes, os próximos passos a serem dados pelos membros da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), após a realização desta primeira reunião, é a elaboração dos documentos preparatórios, mediante consulta aos bispos do território amazônico e o seu povo. “Estes passos seguirão as orientações dadas pelo papa Francisco, sobretudo na exortação apostólica Evangelii Gaudium e na encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum“, reitera o bispo.

 

“Queremos fazer nossas as palavras do Santo Padre sobre o reconhecimento dos nossos povos como interlocutores que, com sua sabedoria ancestral e sua diversidade cultural, tornam possível o cuidado da casa comum. Confiamos que, em comunhão com nossos povos originários, possamos encontrar novos caminhos para plasmar uma Igreja com Rosto Amazônico”, finalizou.