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05/11/2016 Defesa da Vida – Diga não ao Aborto O aborto provocado apresenta características que o torna particularmente perverso e abominável

A Pastoral Juvenil do Regional Oeste II da CNBB, do Estado de Mato Grosso, em suas atribuições de articular e assessorar as juventudes e grupos juvenis do referido estado, vem por meio desta manifestar publicamente em plena comunhão com a Santa Mãe Igreja o seu posicionamento a favor da vida humana em todos os seus estágios e desde a sua concepção.
defesa-da-vidaO aborto significa: eliminar vida humana, ou seja, jogar no “lixo” aquilo que é sagrado. Estamos vivendo uma crise muito grande no Brasil, e uma delas, é a crise de valores, e dentro desta mesma crise criaram-se a “cultura do descarte” onde tudo é descartável, inclusive a vida humana como temos presenciado diante de certas leis que vão contra a vida, e uma delas é o aborto. A questão do aborto, é uma questão contrária a todo e qualquer tipo de valor. É mais que uma “cultura do descarte”, é profundamente uma “cultura de morte”.
Dentre todos os crimes que uma pessoa pode cometer contra a vida, o aborto provocado apresenta características que o torna particularmente perverso e abominável. (cf. Evangelium Vitae, nº 58).
No caso de uma lei diabólica, intrinsecamente injusta, como esta que estão querendo aprovar, onde admite o aborto, nós como juventude cristã, católica nunca é lícito conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe aprovação com seu voto
(cf. Evangelium Vitae, n. 73).
Quando uma maioria parlamentar ou social decreta a legitimidade da eliminação, mesmo sob certas condições da vida humana ainda não nascida, assume uma decisão tirânica contra o ser humano mais débil e indefeso (cf. Evangelium Vitae, nº 70).
Não pode haver paz verdadeira sem respeito pela vida, especialmente se é inocente e indefesa como a da criança não nascida (cf. João Paulo II, Discurso ao Movimento Defesa da Vida, Itália, 2002).
A tolerância legal do aborto não pode, de modo algum, fazer apelo ao respeito pela consciência dos outros, precisamente porque a sociedade tem o direito e o dever de se defender contra os abusos que se possam verificar em nome da consciência e com o pretexto da liberdade (Evangelium Vitae, nº 71).
Reivindicar o direito ao aborto e reconhecê-lo legalmente, equivale a atribuir à liberdade humana um significado perverso e iníquo: o significado de um poder absoluto sobre os outros e contra os outros. Mas isto é a morte da verdadeira liberdade. (Evangelium Vitae, nº 20).
É totalmente falsa e ilusória a comum defesa, que aliás justamente se faz, dos direitos humanos – como por exemplo o direito à saúde, à casa, ao trabalho, à família e à cultura, – se não se defende com a máxima energia o direito à vida, como primeiro e fontal direito, condição de todos os outros direitos da pessoa. (ChristifidelesLaci, nº 38).
Quando a lei, votada segundo as chamadas regras democráticas, permite o aborto, o ideal democrático, que só é tal verdadeiramente quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana, é atraiçoado nas suas próprias bases: Como é possível falar ainda de dignidade de toda a pessoa humana, quando se permite matar a mais débil e a mais inocente? Em nome de qual justiça se realiza a mais injusta das discriminações entre as pessoas, declarando algumas dignas de ser defendidas, enquanto a outras esta dignidade é negada? Deste modo e para descrédito das suas regras, a democracia caminha pela estrada de um substancial totalitarismo. O Estado deixa de ser a “casa comum”, onde todos podem viver segundo princípios de substancial igualdade, e transforma-se num Estado tirano, que presume poder dispor da vida dos mais débeis e indefesos, como a criança ainda não nascida, em nome de uma utilidade pública que, na realidade, não é senão o interesse de alguns. (cf.Evangelium Vitae, nº 20).
Matar o ser humano, no qual está presente a imagem de Deus, é pecado de particular gravidade. Só Deus é dono da vida! (Evangelium Vitae, nº 55).
A rejeição da vida do homem, nas suas diversas formas, é realmente uma rejeição de Cristo.
(Evangelium Vitae, nº 104)
Como Pastoral Juvenil do Regional Oeste II, unido a CNBB “reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto”.
Conclamamos nossas juventudes, cada grupos de jovens do Estado de Mato Grosso a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.
Que Nossa Senhora, Mãe de Jesus, com o título de Imaculada da Conceição Aparecida, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Pe. Wender Souza dos Santos
Assessor Regional da Pastoral Juvenil