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12/09/2018 Debate de Aparecida: “Sobre o futuro do país pesa a qualidade da educação”


Um dos temas mais abordados em campanhas eleitorais, a educação no Brasil tem desafios sérios que precisam ser superados. Em tempos em que a discussão em relação às bases curriculares ou formatos de etapas de ensino, como o nível médio, estão em pauta, as eleições surgem como nova oportunidade para apresentação de propostas e apontamento de soluções para os vários problemas educacionais brasileiros. “Sobre o futuro do país pesa a qualidade da educação. É uma opção de vida ou de morte”, afirma o arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Justino de Medeiros Silva.

Para dom João Justino, a principal questão que deve ser debatida no âmbito da educação é a seguinte: “que visão de ser humano está subjacente às opções pedagógicas? Ou que antropologia fundamenta nosso modelo de educação?”. Para o bispo, a Igreja, mas não só ela, “defende uma educação humanista integral, isto é, uma educação na qual todas as dimensões da personalidade do educando sejam contempladas e desenvolvidas em harmonia”.

Diante da história da educação no país, com seus acertos e desacertos, dom Justino acredita ser necessária uma ampla avaliação iluminada por alguns princípios em vista do futuro. O arcebispo aponta as políticas públicas de educação estáveis e continuadas; o resgate positivo da relação família e escola no horizonte da comunidade educativa; a urgentíssima revalorização dos professores – sobretudo do ensino fundamental e médio.

 

A educação de base tem um tripé que deve estar bem articulado: família – educando – educadores.

O investimento em pessoal também é destacado por dom João Justino: “Em termos de pessoas o sistema de educação tem de investir primordialmente na competência dos educadores/professores e nos dispositivos pedagógicos. Não adianta nem mesmo construir escolas se não houver educadores habilitados e competentes”.

Há uma relação de escolha, mas também causa e consequência na avaliação do presidente da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB. “Ou escolhemos investir recursos e trabalho na educação, ou vamos ficar a reboque de outras sociedades. É muito triste ver nossos pesquisadores, pessoal qualificado, escolhendo seguir sua profissão em outros países”, sublinha.

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