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23/06/2021 CNBB e Entidades apoiadoras da “É tempo de Cuidar” reúnem responsáveis pelas ações assistenciais nas Dioceses

Representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das entidades apoiadoras da Ação Solidária Emergencial “É tempo de Cuidar” realizaram uma videoconferência nesta quarta-feira, 23 de junho, com os responsáveis pelas ações assistenciais, da Ação Solidária, nas dioceses. O encontro contou com a participação de cerca de 70 representantes do Brasil para um momento de partilha e articulação.

Logo no início da reunião, dom Mário Antônio da Silva, vice-presidente da CNBB, saudou a todos os presentes. “Este encontro é uma iniciativa da “É tempo de Cuidar” e também faz parte da experiência da ação assistencial e emergencial”, pontuou.

Na sequência, o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella, relembrou a proposta da Ação Emergencial “É tempo de Cuidar” e suas perspectivas para o futuro. Em uma apresentação em power point recordou o histórico da Ação, salientando seu início, em abril de 2020, com o impacto causado com a pandemia.

Dom Joel também citou os objetivos da “É tempo de Cuidar”: animar, articular e estimular. “Isso tudo se concretiza através da união de forças, quando estamos juntos fortalecemos a articulação e nos estimulamos a encontrar caminhos novos”, disse.

O secretário-geral da CNBB falou, ainda, que a Ação não é uma campanha com início, meio e fim. E que a mesma é impulsionada com “momentos fortes”. Relembrou as entidades apoiadoras da Ação: a Cáritas Brasileira, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), o Movimento de Educação de Base (MEB) e a Associação Nacional de Educação do Brasil (ANEC).

“A Ação emergencial em hipótese alguma substitui o que vem sendo feito localmente nas dioceses, pois a ação local é fundamental, tampouco as demais formas de compromisso social. Na verdade, enquanto ação emergencial, a iniciativa busca trocar experiências, articular, facilitar ações e acelerar respostas da Igreja”, salientou dom Joel.

O que é esperado dos participantes, diante do desafio de cuidar?

Em um tempo de indiferença, dom Joel salientou que cuidar é o grande convite feito a todos. “Nós convidamos vocês a fortalecer a unidade, a articulação e a comunicação”, convocou. Para isso, dom Joel falou sobre a importância de se ter ao menos uma pessoa de contato em cada diocese, na vida religiosa ou em outra formas de organização eclesial. Explicou sobre um cadastro em que cada um deve preencher e enviar para facilitar a unidade, articulação e comunicação da Ação.

Na ocasião, Wagner Cesário explicou a importância de se obter os dados, para se ter transparência. “A partir do momento em que vamos reconhecendo o público, nós vamos investindo mais esforços em determinadas regiões e também de alguma forma é uma maneira de registrá-los historicamente, além de darmos uma resposta enquanto sociedade e igreja a esse contexto social”, salientou.

Momentos fortes (Drive-thrus) – Dom Joel falou sobre os momentos fortes da Ação, como a realização dos drive-thrus, para arrecadamento de doações. Recordou que para abrir a segunda fase da ação emergencial houve a Semana Nacional de Mobilização, com arrecadações de alimentos e outras doações nos pontos de drive-thru espalhados pelo Brasil, no dia 12 de junho.

A proposta, segundo ele, é que os próximos drive-thrus sejam realizados a cada mês, em uma data motivadora.

Resultados

Na segunda parte da reunião, os responsáveis pelas ações assistenciais da “É tempo de Cuidar” nas dioceses tiveram a oportunidade de relatar suas experiências.

Antonia Botelho falou sobre os resultados em sua diocese, no Pará, região norte do país. Citou a Campanha do Açaí, onde através de articulações com o comércio local, a renda arrecada pôde ser transformada em cestas básicas para os mais necessitados. “Essa campanha veio nos ajudar a despertar para um envolvimento fundamental: o de fazer o vírus da solidariedade ser espalhado”.

Fernando, da arquidiocese de Florianópolis, disse que a experiência por lá se resume nos três verbos orientadores da “É tempo de Cuidar”: animar, articular e estimular. “Já temos uma rede de entidades sociais nas paróquias e que são filiadas à ação social da arquidiocese e quando iniciou a É tempo de Cuidar, logo em seguida buscamos nos articular para assumí-la. Houve uma adesão muito boa, e a partir dali começamos a motivar para o registro. Foram mais de 500 mil itens arrecadados”, contou.

Remyr, de Floriano, no Piauí, reafirmou a importância da mobilização das pessoas para a “É tempo de Cuidar”. “A Campanha fez com que diversos segmentos da sociedade olhasse para a realidade local. Por aqui se estendeu por sete paróquias. Algumas escolas locais também estão participando e integrando os alunos”, contou.

Entidades Apoiadoras

Em um terceiro momento, representantes das entidades apoiadoras da “É tempo de Cuidar” puderam se dirigir aos demais.

Dom Dulcênio Fontes de Matos, bispo de Campina Grande (PB) e representante do MEB, disse que diante da crise sanitária global e outros tantos problemas enfrentados atualmente como a questão do desemprego e a fome, a “É tempo de Cuidar” tem feito diferença na vida de muita gente.

Comentou, ainda, que o MEB mobilizou vários grupos com o objetivo de ajudar a quem precisa. “Foram mais de 320 mil kg de alimentos arrecadados e distribuídos. Uma prova que a força conjunta dá certo”, disse.

“Presto apoio e incentivo para que continuemos com nossas atividades, não cansemos de fazer a caridade, para que nossos gestos concretos sejam agregadores. Acredito que a partir da paróquia, com as forças vivas das comunidades, muitas ações podem surgir, pois nosso povo é um povo que gosta de ajudar”, salientou.

Gregory Rial, coordenador do setor de animação pastoral da ANEC, garantiu o apoio da entidade. “Vamos garantir para que as nossas motivadas se comprometam nas datas de arrecadação e para que as escolas e universidades católicas do Brasil participem da É tempo de Cuidar”, disse.

Ainda em um vídeo, a irmã Maria Inês, presidente da CRB, saudou os participantes e disse que queria intensificar a É tempo de Cuidar. “Meu desejo é que o resultado cresça em nossas paróquias. O importante é que nós nos organizemos para o serviço da caridade”, encorajou.

Por fim, os participantes tiveram a oportunidade de esclarecer suas dúvidas com relação à “É tempo de Cuidar”.

Saiba mais sobre a “É tempo de Cuidar” em: https://www.cnbb.org.br/tempodecuidar/